A Dupla Arrisca

segunda-feira, dezembro 12, 2005

- Ser português é:

Levar arroz de frango para a praia.
Guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro
Ter tido a última grande vitória militar em 1385.
Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.
Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os últimos
de todas as listas
Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de saldo.
Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
Por os máximos para avisar os outros condutores da polícia adiante.
Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola.
Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé Ninguém.
Passar o domingo no "shopping".
Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da
esferográfica.
Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais ou avós.
Gravar os "donos da bola".
Ter diariamente pelo menos 8 telenovelas brasileiras na tv.
Já ter "ido à bruxa".
Filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca por os pés na igreja.
Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer.
Ter evacuado as Amoreiras no 11 de Setembro 2001.
Viver mal, e dizer que o governo que temos é bom.
Gracas a Deus, não ser espanhol.
Lavar o carro na fonte ao domingo.
Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.
Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos
alentejanos.
Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.
Viver em casa dos pais até aos 30.
Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar sem quaisquer
preocupações.
Ter bigode e ser baixinho(a).
Conduzir sempre pela faixa da esquerda.
Ter três telemóveis.
Jurar não comprar azeite Espanhol nem morto, apesar da maioria do azeite
vendido em Portugal ser Espanhol.
Deixar a telenovela a gravar.
Organizar jogos de futebol solteiros e casados.
Ir à bola, comprar "prá geral" e saltar "prá central".
Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao
dentista.
Super-bock, tremoços, caracóis e marisco.
Cometer 3 infracções ao código da estrada em 5 segundos.
Gracas a Deus, não ser brasileiro.
Algarve em Agosto.
Ir passear de carro ao domingo para a avenida principal.
Não conseguir fazer uma torrada na torradeira.
Dizer "prontos" no fim de cada frase.

Futscher

- Novas Regras

Como o mundo está a mudar rápidamente e eu estou a ficar farto de ver algumas coisas no nosso "novo" dia-a-dia, vou elaborar umas regras que, a meu ver, deveiram ser implementadas...

A) Chega de fotos de raparigas que são "da minha área" que eu devo conhecer! Além de serem obviamente de zonas bem diferentes (leia-se, estrangeiras), vêm de zonas mesmo *aqui* ao lado (independentemente de onde estou parece que a única regra é *serem* de Portugal) e como se isso não bastasse ainda têm nomes fantásticos como "urmissingout", "toosweet4u" ou até "just4fun"... Melhor ainda é quando usam um sistema de busca de IP (a modo como todos sabemos que isto se processa) que está numa língua que não a portuguesa ou inglesa... aí sim tenho belas raparigas que devo conhecer de "Portogalo"
Se não se lembrarem de mais nada para fazer com o meu ip, sei lá, digam-me como está o tempo seguido de uma mensagem "Já agora, carrega lá aqui..."


JP

- Ceú e Inferno

Um discípulo perguntou ao vidente:

- Mestre qual a diferença entre céu e inferno?

O vidente respondeu:

- Ela é muito pequena e, contudo, com grandes conseqüências.

Vi um grande monte de arroz, cozido e preparado como alimento, ao redor dele muitos homens, quase a morrer. Não podiam aproximar-se do monte de arroz.

Mas possuíam longos palitos de 2 a 3 metros de comprimento. Apanhavam o arroz, mas não conseguiam levá-lo à própria boca, porque os palitos em suas mãos eram muito longos.

Assim, famintos e moribundos, embora juntos, solitários permaneciam, curtindo uma fome eterna, diante de uma fartura inesgotável.

E isso era o inferno.


Vi outro monte grande de arroz, cozido e preparado como alimento. Ao redor dele muitos homens famintos, mas cheios de vitalidade.
Não podiam se aproximar do monte de arroz.
Mas possuíam longos palitos de 2 a 3 metros de comprimento. Apanhavam o arroz, mas não conseguiam levá-lo à própria boca, porque os palitos em suas mãos eram muito longos.

Mas, com seus longos palitos, em vez de levá-los`a sua própria boca, serviam uns aos outros o arroz, e assim matavam sua fome insaciável. Numa grande comunhão fraterna. Juntos e solidários. Gozando a excelência dos homens e das coisas.

Isso era o céu.

Futscher